Já não era a mesma praça de antigamente... Afinquei meus pés ali, senti meu corpo levitar entre dois espaços: Presente-Passado.
Fazia tempo que não havia tido coragem de me entregar àquela terra que tanto desbravei um dia.
Fazia tempo que precisava me doar para mim mesma sem que fosse uma mentira.
Um corpo me entrelaçou em seus braços, tocou meus lábios por um momento, uma lágrima caiu disfarçadamente. Ela me perguntou o motivo daquele liquido percorrendo minha face e eu a respondi: “Já não sou mais tão maravilhosa quanto fui um dia, já não sou mais dona de ninguém, quiçá, dona de mim mesma. O caminho da volta é sempre o mais difícil, você nunca sabe o que vai encontrar em sua memória.”.
Ela então fechou os olhos e me deixou ir à direção a um velho banco e ficou a me observar. Ali eu não era mais eu, era o que tinha me tornado e o que fui um dia. Ali eu me entregava a toda nostalgia que reinava em mim, sem medos ou carapaças que o tempo me deu.
Então por um momento também fechei meus olhos e vi, era você chegando, mas dessa vez com outrem... Alguém que você conseguia amar após tantos anos – E eu estava ali, com alguém que eu estava começando a amar.
Senti seu sorriso carinhoso, seu olhar doce vindo em minha direção. Foi como se nossas almas estivessem se libertando das amarras e juras de amor que fizemos um dia – Coisas que o coração não perdoa mesmo que o cérebro insista em apagar.
Você estava feliz e eu também. Com outras pessoas em nossas vidas, em outras circunstâncias e a única coisa que se podia pensar ali seria: “Desculpe a invasão do nosso recinto sagrado, mas precisava trazê-lo aqui para que pudesse me conhecer um pouco mais, conhecer que dentro de mim existe uma pessoa que não deixou de sonhar e que agora retorna a sua casa saudosista”. O que me trouxe aqui não foi você, não fui eu. Foram nossas lembranças de um tempo em que éramos crianças e amávamos sem medos e rancor. Agora que estou envelhecendo, posso dizer, as memórias são separadas da presença de tal ser e o amor se renova a cada dia por mim, por você, por ele, por ela, por todos nós. Porque o amor não é um estado fixo e pensado, ele simplesmente é!
Fazia tempo que não havia tido coragem de me entregar àquela terra que tanto desbravei um dia.
Fazia tempo que precisava me doar para mim mesma sem que fosse uma mentira.
Um corpo me entrelaçou em seus braços, tocou meus lábios por um momento, uma lágrima caiu disfarçadamente. Ela me perguntou o motivo daquele liquido percorrendo minha face e eu a respondi: “Já não sou mais tão maravilhosa quanto fui um dia, já não sou mais dona de ninguém, quiçá, dona de mim mesma. O caminho da volta é sempre o mais difícil, você nunca sabe o que vai encontrar em sua memória.”.
Ela então fechou os olhos e me deixou ir à direção a um velho banco e ficou a me observar. Ali eu não era mais eu, era o que tinha me tornado e o que fui um dia. Ali eu me entregava a toda nostalgia que reinava em mim, sem medos ou carapaças que o tempo me deu.
Então por um momento também fechei meus olhos e vi, era você chegando, mas dessa vez com outrem... Alguém que você conseguia amar após tantos anos – E eu estava ali, com alguém que eu estava começando a amar.
Senti seu sorriso carinhoso, seu olhar doce vindo em minha direção. Foi como se nossas almas estivessem se libertando das amarras e juras de amor que fizemos um dia – Coisas que o coração não perdoa mesmo que o cérebro insista em apagar.
Você estava feliz e eu também. Com outras pessoas em nossas vidas, em outras circunstâncias e a única coisa que se podia pensar ali seria: “Desculpe a invasão do nosso recinto sagrado, mas precisava trazê-lo aqui para que pudesse me conhecer um pouco mais, conhecer que dentro de mim existe uma pessoa que não deixou de sonhar e que agora retorna a sua casa saudosista”. O que me trouxe aqui não foi você, não fui eu. Foram nossas lembranças de um tempo em que éramos crianças e amávamos sem medos e rancor. Agora que estou envelhecendo, posso dizer, as memórias são separadas da presença de tal ser e o amor se renova a cada dia por mim, por você, por ele, por ela, por todos nós. Porque o amor não é um estado fixo e pensado, ele simplesmente é!

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