Segue ai uma das primeiras postagens.
A cidade
A cidade parou! E eu não pude acompanhar o seu desenvolvimento tão estranho que se entranhava em minhas raízes tão desnorteadas para não sentir mais nada a não ser o toque suave e singelo de uma bela canção ao anoitecer. Lá continha todas as programações que eu desejei no momento: Calor, harmonia, suavidade e ao mesmo tempo intensidade nos acordes também.
Uma janela se fechou, se abriu se fechou novamente, o que seria aquilo que me chamara tanta atenção? Agora neste exato momento a luz se apagara naquele recinto a poucos metros de minha visão quase distorcida pelo tom noturno em que eu já me encontrava. Então eu continuei ali, quieta, apenas espreitando e ouvindo a melodia e o barulho daquela cidade tão misteriosa para mim.
Vocês já pararam pra observar quantos barulhos se tem num mesmo ambiente? Nesse momento eu ouço a melodia, o barulho do velho ventilador quase cuspindo ar e dizendo-me ‘Quero aposentar-me de teu calor’. As buzinas incessantes que atormentam o juízo de um apaziguador de espírito, o telefone que chama, chama, e você não quer atender, pode ser a sua namorada, mas o que te importa? Esse é um encontro só com você e seu próprio espírito, se comporte!
De repente algo te impressiona alguém aparece na vidraça próxima que tu vira a pouco tempo, quem será aquele ser que transparece sem transparecer, que é observado sem saber? Nem a própria rima poderia entender o porque o outro fica fascinado com o poder da noite, todos são o que querem ser, já refletiram sobre isso? Não? Eu também não... Mentira, já sim.
Mas voltando pro marco inicial, a velha janela já destroçada pela idade do prédio, a pessoa continua lá, ela esta olhando pra cidade também, tem vários focos ao redor dela, quem não daria algo para descobrir em que ela pensa nesse momento? Eu penso nela, mas será que ela pensa em outro alguém também? Já pararam pra se perguntar como às vezes as pessoas passam pela sua vida sem que vocês percebam e em como elas podem ser importantes na sua vida? É normal do ser humano viver numa sociedade desequilibrada, fugindo de pessoas, sentimentos, amores, calor seqüenciado enfim.
Queria eu poder dizer pra essa pessoa como ela me inspirou hoje, apenas com uma luz acesa do nada... Mas é que na vida é assim, quando tudo está escuro, surge uma luz que te chama à atenção e te tira daquela escuridão que te consumia e te deixava cega, perdendo todas as oportunidades de ver a vida como ela é. Eu aqui nessa cidade pacata continuo a digitar esse momento como se fosse o meu último, pois daqui a algumas horas, poderia considerar-me quase morta, morreria feliz por ter descoberto vida onde não aparenta ter-se mais.
Tudo na vida é assim, as coisas vão, vem e geralmente é tudo sem direção para nós, enquanto as estrelas continuam ali, dizendo pra si mesmas ‘Mal sabe ela que somos pequenos focos de luz pela noite e ela já esta tão acostumada conosco, que nem observa a nossa beleza tão intensa, somos planetas apagados, porém, com luz’. É lá do outro lado onde se encontra a vida, enquanto não chego lá e vale ressaltar que rezo pra chegar. Vou aprendendo com os sinais da vida, eles me ensinam como eu devo seguir por aqui, é quase isso.
Lucy Cruz
Uma janela se fechou, se abriu se fechou novamente, o que seria aquilo que me chamara tanta atenção? Agora neste exato momento a luz se apagara naquele recinto a poucos metros de minha visão quase distorcida pelo tom noturno em que eu já me encontrava. Então eu continuei ali, quieta, apenas espreitando e ouvindo a melodia e o barulho daquela cidade tão misteriosa para mim.
Vocês já pararam pra observar quantos barulhos se tem num mesmo ambiente? Nesse momento eu ouço a melodia, o barulho do velho ventilador quase cuspindo ar e dizendo-me ‘Quero aposentar-me de teu calor’. As buzinas incessantes que atormentam o juízo de um apaziguador de espírito, o telefone que chama, chama, e você não quer atender, pode ser a sua namorada, mas o que te importa? Esse é um encontro só com você e seu próprio espírito, se comporte!
De repente algo te impressiona alguém aparece na vidraça próxima que tu vira a pouco tempo, quem será aquele ser que transparece sem transparecer, que é observado sem saber? Nem a própria rima poderia entender o porque o outro fica fascinado com o poder da noite, todos são o que querem ser, já refletiram sobre isso? Não? Eu também não... Mentira, já sim.
Mas voltando pro marco inicial, a velha janela já destroçada pela idade do prédio, a pessoa continua lá, ela esta olhando pra cidade também, tem vários focos ao redor dela, quem não daria algo para descobrir em que ela pensa nesse momento? Eu penso nela, mas será que ela pensa em outro alguém também? Já pararam pra se perguntar como às vezes as pessoas passam pela sua vida sem que vocês percebam e em como elas podem ser importantes na sua vida? É normal do ser humano viver numa sociedade desequilibrada, fugindo de pessoas, sentimentos, amores, calor seqüenciado enfim.
Queria eu poder dizer pra essa pessoa como ela me inspirou hoje, apenas com uma luz acesa do nada... Mas é que na vida é assim, quando tudo está escuro, surge uma luz que te chama à atenção e te tira daquela escuridão que te consumia e te deixava cega, perdendo todas as oportunidades de ver a vida como ela é. Eu aqui nessa cidade pacata continuo a digitar esse momento como se fosse o meu último, pois daqui a algumas horas, poderia considerar-me quase morta, morreria feliz por ter descoberto vida onde não aparenta ter-se mais.
Tudo na vida é assim, as coisas vão, vem e geralmente é tudo sem direção para nós, enquanto as estrelas continuam ali, dizendo pra si mesmas ‘Mal sabe ela que somos pequenos focos de luz pela noite e ela já esta tão acostumada conosco, que nem observa a nossa beleza tão intensa, somos planetas apagados, porém, com luz’. É lá do outro lado onde se encontra a vida, enquanto não chego lá e vale ressaltar que rezo pra chegar. Vou aprendendo com os sinais da vida, eles me ensinam como eu devo seguir por aqui, é quase isso.
Lucy Cruz

Nada mais justo que uma pessoa que escreve bem ter um blog. ;)
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